O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) voltou atrás e restabeleceu a classificação indicativa "Livre" para o bloco "Record Kids: Desenhos Bíblicos", exibido nas manhãs de domingo pela TV Record.

A decisão ocorre poucos dias após o próprio órgão ter elevado a recomendação etária do programa para não recomendado para menores de 12 anos, em uma portaria publicada no Diário Oficial da União.

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O recuo do governo foi motivado pela intensa repercussão negativa no meio político, na imprensa e nas redes sociais, que questionaram a coerência e a proporcionalidade da medida adotada pela Coordenadoria-Geral de Políticas de Classificação Indicativa.

O histórico do impasse e a revogação

A polêmica teve início quando pareceres técnicos do Ministério enquadraram a animação infantil em quatro descritores restritivos: presença de violência, atos criminosos, drogas lícitas (em referência ao consumo contextualizado de vinho em passagens históricas) e registros de estigma ou preconceito.

Integrantes da bancada evangélica no Congresso Nacional, lideranças religiosas e executivos de comunicação criticaram a decisão, alegando que o conteúdo — exibido pela emissora desde 2003 — trata de narrativas históricas e pedagógicas do Antigo e Novo Testamento, como as parábolas e a trajetória de Jesus Cristo.

Diante do desgaste e do debate sobre assimetria na aplicação das normas etárias em comparação a outros programas da TV aberta, a pasta reavaliou o caso e reverteu a portaria, mantendo o selo livre para todos os públicos nas transmissões de domingo.